Atualizações ao vivo: a guerra da Rússia na Ucrânia

A partir de 1º de setembro, a Finlândia só permitirá que cidadãos russos agendem 500 pedidos de visto por dia, disseram autoridades do país nórdico.

A medida visa punir Moscou por sua decisão de continuar a guerra na Ucrânia. O governo finlandês já havia reduzido o número de consultas por dia para cidadãos russos para 1.000. Mas sem o fim da luta à vista, Helsinque decidiu agir novamente.

Das 500 consultas por dia, as autoridades finlandesas só permitirão que 100 sejam usados ​​para vistos de turista, de acordo com Jussi Tanner, diretor-geral de serviços consulares do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia.

A Finlândia tem sido um destino de viagem popular para os russos. Em 2013, antes de a Rússia invadir e anexar a Crimeia da Ucrânia, os russos representavam 75% de 13 milhões de travessias na fronteira leste da Finlândia, de acordo com Tanner.

O número de pedidos de visto russos rejeitados aumentou dez vezes desde 2019 e agora está em cerca de 15%, disse Tanner.

Espera-se agora a emissão de cerca de 425 vistos por dia.

Sanna Marin, a primeira-ministra finlandesa, disse que, embora reconheça que a questão não é “preto no branco” e há muitos russos que não apoiam a invasão, muitas pessoas na Europa ficam frustradas quando veem “russos viajando como se nada ocorrido.”

“O povo russo comum não começou a guerra, mas, ao mesmo tempo, temos que perceber que eles estão apoiando a guerra”, disse Marin em entrevista coletiva em Oslo na segunda-feira. “Acho que não é certo que cidadãos russos possam viajar, entrar na Europa, entrar no espaço Schengen, ser turistas, ver os pontos turísticos enquanto a Rússia está matando pessoas na Ucrânia.

A decisão da Finlândia segue líderes europeus na segunda-feira trocando argumentos sobre uma possível proibição de visto Schengen ou da União Europeia para cidadãos russos, com os líderes da Alemanha, Suécia, Finlândia, Noruega e Dinamarca concordando em discutir mais o assunto.

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