EUA dizem a Lula que planejam reconhecer rapidamente Brasil vencedor da eleição, dizem fontes

Um homem passa por faixas com fotos dos candidatos à presidência do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro, Brasil 1º de setembro de 2022. REUTERS/Pilar Olivares/Foto de arquivo

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BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO, 23 de setembro (Reuters) – Diplomatas dos Estados Unidos garantiram ao principal candidato presidencial do Brasil, o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, que reconhecerão rapidamente o vencedor da eleição do próximo mês, disseram duas fontes à Reuters, tentando evitar qualquer tentativa de contestar um resultado legítimo ou semear o caos após a votação.

Faltando poucos dias para a votação do primeiro turno em 2 de outubro, Lula está à frente nas pesquisas contra o presidente Jair Bolsonaro, um populista de extrema-direita que tentou desacreditar o sistema de votação eletrônica do Brasil. Críticos temem que Bolsonaro siga o exemplo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e se recuse a aceitar uma derrota eleitoral.

Uma das fontes, que pediu anonimato para discutir as conversas confidenciais, disse que em uma reunião na quarta-feira, Lula pediu a Douglas Koneff, o principal diplomata dos EUA no Brasil, um rápido reconhecimento dos EUA se vencer, seja no primeiro turno votação ou em um segundo turno em 30 de outubro.

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Lula foi informado de que Washington planeja reconhecer imediatamente os resultados, independentemente de quem vença, dando um exemplo para que outras nações sigam o exemplo e minimizem a chance de um resultado contestado, acrescentou a fonte.

O assessor de política externa de Lula, Celso Amorim, ouviu garantias semelhantes na quinta-feira, quando se reuniu com um grupo de diplomatas da América Latina e do Caribe, disse a outra fonte. Uma terceira fonte disse que muitos países europeus também estão planejando um rápido reconhecimento dos resultados eleitorais do Brasil.

Em resposta a um pedido de comentário, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA não mencionou a reunião de Lula, mas disse em comunicado que encontros com candidatos presidenciais “não implicam apoio a um determinado indivíduo, partido ou plataforma”. O porta-voz acrescentou que o Departamento de Estado “confia na força das instituições democráticas do Brasil”.

Ainda marcado pelo ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA por apoiadores de Trump, o governo do presidente Joe Biden ficou cada vez mais preocupado com as alegações infundadas de fraude eleitoral de Bolsonaro, enviando delegações de alto nível a Brasília para incentivá-lo a se comprometer com normas democráticas.

A Reuters informou em maio que o diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA no ano passado disse a altos funcionários brasileiros que Bolsonaro deveria parar de lançar dúvidas sobre o sistema de votação.

Uma das fontes disse que no encontro com Koneff, Lula agradeceu aos Estados Unidos por terem manifestado fé no sistema eleitoral brasileiro.

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Reportagem de Lisandra Paraguassu e Gabriel Stargardter Reportagem adicional de Anthony Boadle Edição de Brad Haynes, Alistair Bell e Leslie Adler

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