Juiz do Brasil multa aliados de Bolsonaro em milhões após contestação eleitoral de ‘má-fé’ | Brasil

O chefe do tribunal eleitoral do Brasil rejeitou uma reclamação do partido do presidente cessante Jair Bolsonaro contestando o segundo turno de outubro, que ele perdeu, mostram documentos do tribunal.

Alexandre de Moraes, que também é juiz do Supremo Tribunal Federal, também multou os partidos da coalizão de Bolsonaro em R$ 22,9 milhões (US$ 4,3 milhões) pelo que o tribunal descreveu como litígio de má-fé, mostra o documento divulgado na quarta-feira.

Bolsonaro contestou a eleição presidencial brasileira que perdeu no mês passado para Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que os votos de algumas máquinas deveriam ser “invalidados”.

Sua coalizão disse que sua auditoria do segundo turno de 30 de outubro entre Bolsonaro e Lula encontrou “sinais de irreparável… mau funcionamento” em algumas urnas eletrônicas.

“Houve indícios de falhas graves que geram incertezas e impossibilitam a validação dos resultados gerados” em modelos mais antigos de urnas, disseram aliados de Bolsonaro na denúncia. Como resultado, eles pediram que os votos desses modelos fossem “invalidados”.

Bolsonaro há anos afirma que o sistema de votação eletrônica do Brasil é passível de fraude, sem fornecer evidências substanciais.

A vitória de Lula foi ratificada pelo Tribunal Superior Eleitoral e reconhecida pelos principais políticos do Brasil e aliados internacionais. O próprio Bolsonaro autorizou seu governo a começar a se preparar para uma transição presidencial nos dias após o segundo turno da eleição de outubro.

Mais cedo, Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores de Lula, descreveu a reclamação eleitoral de Bolsonaro como “chicanice”.

“Chega de procrastinação, irresponsabilidade, insultos às instituições e à democracia”, escreveu ela no Twitter. “A eleição foi decidida no voto e o Brasil precisa de paz para construir um futuro melhor.”

Leave a Comment